Câncer Marcelo Rezende


Câncer Marcelo Rezende – O mais agressivo de todos: conheça o mortal tipo de câncer que matou o apresentador Marcelo Rezende.

Marcelo Luiz Rezende Fernandes, ou simplesmente como era conhecido nacionalmente, Marcelo Rezende, morreu aos 65 anos de idade, vitimado por um dos mais devastadores tipos de tumores que existem no planeta: o câncer de pâncreas.

Marcelo nasceu no Rio de Janeiro em 12 de novembro de 1951, e teve uma das maiores e brilhantes carreiras como jornalista e apresentador no Brasil, construída ao longo de muitos anos de amor e dedicação ao que fazia. Dono do famoso bordão “Corta pra mim”, trabalhou nas principais emissoras de televisão do país, como Rede Bandeirantes, Rede Globo, Rede TV e Record TV, com participação em programas bem conhecidos como Globo Esporte, Fantástico, Globo Repórter, Jornal Nacional, Linha direta, Cidade Alerta, repórter Cidadão, Domingo espetacular, Cidade Alerta. Esse último sendo o último programa no qual trabalhou, como apresentador.

O câncer de pâncreas que o atingiu chegou de forma silenciosa e sem apresentar muitos sintomas. Marcelo sentia algumas dores nas costas e se viu ofegante por uns dias, mas logo atribuiu as sensações ao stress normal da sua rotina diária como apresentador do Cidade Alerta. Tudo corria normal em sua cabeça, até que um dia o apresentador acordou e logo estranhou o que estava sentindo: falta de apetite, cansaço extremo mesmo após uma longa noite de sono e uma mudança brusca no seu paladar ao tentar tomar uma taça de vinho, sentindo quase aversão ao experimentá-lo. Havia uma adega em sua casa, e ao longo dos anos beber um bom vinho era um dos principais momentos de prazer dele. Pensou que sentir algo assim, de repente, não poderia ser comum. Com isso despertou em si um estado de alerta e previu que poderia estar de alguma forma doente, e logo ligou para o seu médico pedindo um check-up geral.

Veja o Diagnóstico e tentativas de tratamento do Câncer que tirou a vida do apresentador Marcelo Rezende

Câncer Marcelo Rezende Diagnóstico

Nos dias seguintes após desconfiar do que estava sentindo o apresentador passou por uma bateria de exames, que logo detectaram o temível tumor no pâncreas, e o câncer não só existia como também havia irradiado para o fígado (sob metástase).

A essa altura, com o diagnóstico tardio que é comum nos casos de câncer de pâncreas, seria quase impossível detê-lo, mas havia uma pequena chance com o tratamento adequado. Marcelo então submeteu-se a primeira sessão de quimioterapia no Hospital Israelita Albert Einstein e não reagiu muito bem ao primeiro ciclo de tratamento. Sofreu com os inevitáveis efeitos colaterais do método, que geralmente são náuseas, vômitos, diarreias, inflamações, fadiga extrema e infecções causadas pela diminuição dos glóbulos brancos. O câncer do apresentador com metástase para o fígado era considerado já no estágio 4, a forma mais avançada possível da doença. Sabendo que o estado em que se encontrava era muito delicado e que suas chances de sobrevivência eram baixas (menos de 1% das pessoas tratadas nesse estágio sobrevivem alguns anos a mais), Marcelo Rezende decidiu abandonar o tratamento antes do início do segundo ciclo de quimioterapia, indo contra a opinião de familiares, amigos e especialistas.

Em outra tentativa de tratamento, o apresentador se baseou em estudos e conselhos do mundialmente conhecido médico Dr. Lair Ribeiro, cujo currículo, livros e artigos científicos publicados fazem dele um dos maiores médicos do país. No tratamento contra o câncer, Lair defende a dieta cetogênica como base para diminuir e até eliminar tumores. Essa dieta em parte consiste em abaixar o teor de carboidratos e outros açúcares da alimentação regular a quase nada, já que as células cancerígenas se alimentam de açúcar quase 20 vezes mais do que uma célula normal e, portanto, na falta de açúcar as células cancerígenas se encolheriam.

Também agarrado a sua própria fé e espiritualidade, o apresentador passou os últimos 4 meses de vida tentando curar o seu câncer de pâncreas pela medicina alternativa, após desistência da quimioterapia. Segundo a família, ele começou a sentir dores muito fortes a partir do feriado de 7 de setembro de 2017, e seu câncer estava em um estágio que o impedia até mesmo de se levantar da cama ou se alimentar. Marcelo Rezende faleceu no dia 16/09/17, vítima de um dos tipos de câncer mais agressivos que se tem conhecimento.

Marcelo Rezende Câncer

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Mas afinal, qual o melhor tratamento para o câncer de pâncreas? Tradicional ou alternativo?

O tratamento tradicional pode ser feito junto com tratamentos alternativos na luta contra o câncer, inclusive esse trabalho em conjunto é defendido pelo ministério da saúde, SUS e pela maioria dos médicos, já que os inúmeros tratamentos diferentes não atrapalham a quimioterapia, radioterapia ou qualquer tratamento convencional. Um tratamento alternativo pode complementar e ajudar o paciente a curar o câncer. No entanto, abandonar os tratamentos tradicionais e ficar apenas com a medicina alternativa aumentam as chances de morte, de acordo com estudos feitos pela famosa e norte-americana Universidade Yale, situada em Connecticut.

De acordo com oncologistas os efeitos indesejados da quimioterapia costumam assustar a princípio, mas podem ser controlados à medida que o tratamento avança. Não se recomenda que os pacientes abandonem as suas quimioterapias uma vez que tenham sido iniciadas, pois sem elas as células cancerígenas não serão duramente combatidas como se espera e logo voltarão a se multiplicar. Qualquer terapia alternativa pode ser uma excelente arma e aliada contra o câncer, e deve ser considerada, desde que com consciência e com um acompanhamento médico em conjunto, de preferência.

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Câncer de pâncreas: o que é e por que é o mais letal de todos?

O pâncreas é uma importante glândula do nosso aparelho digestivo, se localizando atrás do estômago, na parte superior do abdome. É responsável por diminuir o nível de glicose no sangue, graças a produção de insulina. Também atua produzindo enzimas que ajudam na digestão de alimentos.

O maior dos motivos do câncer de pâncreas ser tão agressivo e letal é a falta de sintomas enquanto progride nas pessoas, de início não há absolutamente nenhum sinal dos sintomas. Mesmo exames de rotina não detectam o tumor tão facilmente por ele estar “escondido” atrás do estômago. Dependendo da localização do tumor no pâncreas, os sintomas podem variar entre: pele e olhos amarelados, fraqueza, indisposição, escurecimento da urina, tonturas, diarreia, perda de apetite e repentina perda de peso.

Raramente o tumor no pâncreas é identificado nos estágios iniciais, portanto seu tratamento geralmente é considerado paliativo.

Fatores de risco

Tabagismo: o câncer de pâncreas está associado principalmente a pacientes que fazem uso de cigarro e derivados do tabaco, tendo risco de até 3 vezes mais de desenvolver o tumor.

Idade: à medida que o tempo passa os riscos aumentam, sendo mais incidente em pessoas com mais de 50 anos de idade, principalmente homens. A idade média no momento em que a doença é detectada é 70 anos.

Diabetes: o tumor no pâncreas é mais comum em pessoas com diabetes, porém a razão para isso ainda não é conhecida. Em pacientes com diabetes tipo 2 a proporção é ainda maior. Algumas vezes este tipo de diabetes está relacionado com o excesso de peso.

Alimentação: o excesso de gorduras, carnes vermelhas e carnes processadas na dieta também é um fator de risco para o desenvolvimento da doença, segundo alguns estudos.

Alcoolismo: o álcool em excesso aumenta o risco de cirrose hepática, diabetes e seus variados tipos e pancreatite crônica, doenças consideradas como fatores de risco no desenvolvimento do câncer no pâncreas.

Fatores ambientais: a exposição a pesticidas e alguns outros produtos químicos durante muito tempo também é fator de risco.

Hereditariedade ou síndromes genéticas: as síndromes genéticas são particularmente raras em pacientes, mas podem ocorrer. Pode ser câncer colorretal hereditário não polipose (HNPCC), câncer de mama hereditário coligado à mutação do gene BRCA2 e síndrome de Peutz Jeghers, ou síndrome das neoplasias endócrinas múltiplas de tipo 1. Aproximadamente 3% dos cânceres de pâncreas também tem origem hereditária.

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