Mitos e Verdades sobre o Câncer de Ovário


Mitos e Verdades sobre o câncer de ovário, a doença que infelizmente tirou a vida da Atriz Márcia Cabrita.

O falecimento da atriz Márcia Cabrita, que morreu aos 53 anos nesta sexta-feira (10.11.2017), com certeza mexeu com a cabeça de muitas mulheres. A atriz sofria com o câncer de ovário, o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado de forma precoce e, por esse motivo, é o que menos tem chance de cura, informa o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Segundo dados do INCA, cerca de 3/4 desses tumores já estão em estágio avançado no momento do diagnóstico.

O maior entrave para o diagnóstico desse tipo de tumor está na dificuldade de exames eficazes para o rastreamento — situação diferente nos tumores de mama, por exemplo, que contam com a mamografia.

De acordo com dados do INCA, o Brasil registrou no ano de 2016 aproximadamente 6.500 novos casos — o que representa, em média, 3% dos tumores femininos. A causa desse câncer não está muito definida, mas apenas 10% deles têm origem hereditária. Mutações nos genes BRCA-1 e BRCA-2, associados ao câncer de mama, também levam ao câncer de ovário. Por isso, além das mamas, a atriz Angelina Jolie, também retirou o órgão como medida preventiva.

Os sintomas do Câncer de Ovário são inespecíficos, mas podem servir de alerta se forem constantes. Segundo o A.C. Camargo Cancer Center, referência no tratamento do câncer, trata-se de um tumor silencioso, mas, a depender da evolução, alguns sinais podem ser identificados:

– Náusea;
– Azia;
– Dor abdominal;
– Aumento do volume abdominal;
– Sangramento e aumento da frequência urinária.

As chances do tumor surgir aumentam com a idade e após a menopausa. O principal tratamento é cirúrgico, com a remoção do ovário. Também pode seguir-se uma quimioterapia para eliminar células tumorais residuais — protocolo que foi seguido pela atriz Márcia Cabrita.

Câncer de Ovário: Mitos e Verdades

1. O câncer de ovário só acomete mulheres idosas ou após a menopausa – MITO

Ainda que a maior taxa de mortalidade da doença é observada na sétima década de vida, a incidência do câncer de ovário começa a aumentar a partir dos 40 anos de idade, apesar de também ser diagnosticado em pacientes jovens na casa dos 20 e 30 anos. Por ser uma doença silenciosa, é importante que mulheres com idade entre 30 e 60 anos conversem com seu médico para avaliar quais estratégias podem seguir para diminuir o risco de desenvolvimento da doença.

2. Existem três principais tipos de câncer de ovário – VERDADE

Os três principais tipos de tumores de ovário são:

Câncer Epitelial de Ovário – Se desenvolve a partir das células que cobrem a superfície externa do ovário. Os subtipos desse tumor incluem: tumores com baixo potencial de malignidade, tumores epiteliais malignos de ovário, carcinoma peritoneal primário e câncer das trompas de Falópio.

Câncer de Células Germinativas do Ovário – O tumor de células germinativas do ovário se desenvolve a partir das células que produzem os óvulos. A maioria dos tumores de células germinativas é benigna, embora alguns sejam cancerosos. Menos de 2% dos cânceres de ovário são tumores de células germinativas.

Câncer Estromal do Ovário – Se desenvolve a partir de células do tecido conjuntivo que mantêm os ovários juntos para a produção dos hormônios femininos estrogênio e progesterona.

3. Micro cistos no ovário e no útero podem evoluir para o câncer – MITO

Segundo o Dr. Marcelo Horácio, Diretor Médico da AstraZeneca Brasil, as lesões benignas permanecem benignas durante toda a sua evolução, e lesões malignas já surgem com o potencial de se dividir e se espalhar pelo corpo. Sendo assim, as lesões que são comprovadamente benignas não evoluem para um câncer.

4. Mudanças nos hábitos de vida são capazes de prevenir o surgimento do câncer de ovário – VERDADE

Um dos principais fatores de risco para o câncer de ovário é sem dúvida a obesidade, portanto, ter uma alimentação saudável que promova o controle do peso é uma das estratégias para a prevenção da doença. Entretanto, os fatores genéticos são os maiores responsáveis pelo aumento do risco dos tumores, como pacientes portadoras de mutações germinativas nos genes BRCA1 e 2, como o famoso caso da atriz Angelina Jolie, portadora da mutação no gene BRCA1 e que optou pela retirada dos ovários e trompas de falópio.

5. Endometriose é um dos fatores de risco para o câncer de ovário? – MITO

De acordo com o Dr. Marcelo Horácio, a endometriose não representa um fator de risco para o câncer de ovário, ainda que existam controvérsias sobre a doença ser responsável pelo aumento de risco de tipos específicos de tumores de ovário, como o carcinoma endometrioide e células claras. Os fatores de risco principais para câncer de ovário são: idade, obesidade, primeira gestação tardia (após os 30 anos), síndrome do ovário policístico (SOP), terapias de reposição hormonal após a menopausa, histórico familiar de câncer de mama, ovário e peritônio, além da presença de mutação hereditária em genes de predisposição ao câncer de ovário (por exemplo, BRCA1 e BRCA2).

6. Mulheres que usam anticoncepcionais por muitos anos têm mais chances de ter câncer de ovário – MITO

Na verdade, estudos recentes comprovaram que o uso de anticoncepcionais é um fator de proteção contra o câncer de ovário.

7. Dor na relação sexual é um dos sintomas de câncer de ovário – VERDADE

Apesar de assintomático em estágios iniciais, o câncer de ovário apresenta diversos sintomas nas fases mais avançadas da doença: dor abdominal, aumento do volume abdominal, perda de peso, fadiga, mudança no funcionamento do intestino e dor durante a relação sexual são alguns dos sintomas observados. Segundo o Dr. Marcelo Horácio, vale salientar que esses sintomas podem ser causados por outras doenças benignas e até mesmo por outros tipos de câncer. No entanto, quando são causados pelo câncer de ovário, tendem a ser persistentes e apresentam uma alteração fora do normal, ocorrendo com mais frequência. Se a mulher apresentar esses sintomas quase que diariamente por mais de algumas semanas, deve consultar seu médico, de preferência um ginecologista.

8. Uma mulher diagnosticada com câncer de ovário não poderá ter filhos após o tratamento – MITO

Como a incidência de câncer de ovário ocorre, na maioria das vezes, em mulheres na pós-menopausa, esse cenário não é muito comum. Além disso, a grande maioria dos casos são diagnosticados já em estágio avançado, nos quais a retirada dos órgãos genitais femininos é realizada durante a cirurgia de citorredução, inviabilizando a gravidez futura nesta paciente. No entanto, se um paciente tem estágio inicial da doença e tem intenção de engravidar, apenas o ovário com o tumor e a trompa de Falópio do mesmo lado são retirados. Se o tumor está localizado apenas em um dos ovários, ela é acompanhada, com consultas semestrais, sem tratamento adicioná-la.

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